segunda-feira, 13 de março de 2017

Eles estão aposentados



Líderes do governo se reúnem com Padilha e reforçam apoio à PEC da Previdência
  • 13/03/2017 21h37
  • Brasília






Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil
Após se reunirem por mais de duas horas com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, os líderes do governo no Congresso Nacional reafirmaram apoio ao ministro para continuar conduzindo as discussões sobre a reforma da Previdência.

Os parlamentares alinhados ao Planalto mantêm a defesa de que as mudanças são as necessárias para que o Brasil continue tendo condições de sustentar a aposentadoria dos brasileiros. Os líderes se negam a citar pontos do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 que eventualmente poderiam ser alterados.

Para o novo líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Padilha deu "apoio indispensável" aos parlamentares que assumiram nas últimas semanas cargos de lideranças. O deputado André Moura (PSC-SE), que ocupava o posto de Aguinaldo e agora é líder do governo no Congresso, disse que confia em Padilha e que o ministro "tem papel fundamental" na condução dos debates.

"O ministro Padilha tem nossa confiança, tem condições de conduzir esse processo", afirmou. O encontro de hoje marcou o retorno de Padilha ao trabalho após 21 dias de afastamento médico em razão de uma cirurgia para retirada da próstata. Assim como em outras ocasiões, os líderes mantiveram a posição de que o governo está aberto ao diálogo, mas que a "ordem" é manter o texto da reforma como está. Segundo o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, o objetivo do governo é manter a proposta o "mais fiel possível" do que foi enviado pelo Planalto ao Congresso.

De acordo com ele, porém, a equipe econômica tem estudado o impacto financeiro de eventuais alterações no texto. "A gente tem modelos matemáticos para poder fazer esse tipo de projeção, mas como ainda não entrou na discussão em si do que se altera ou não, naturalmente não tem apresentação dos resultados. Na verdade, a gente está procurando mostrar a necessidade da reforma do jeito que ela está, porque é necessária para o país", afirmou.

Questionado sobre a nova lista de investigados na Operação Lava Jato, que deve ser encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dias pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, o deputado André Moura disse que os pedidos de investigação não podem prejudicar a reforma. "Nada deve atrapalhar a reforma da Previdência, ela é prioridade para o país. Essas questões externas não podem atrapalhar o processo interno, essa é nossa posição", disse.

Amanhã (14), os líderes e representantes do governo voltam a conversar sobre o assunto, desta vez com a presença do relator e do presidente da comissão que discute a reforma na Câmara, respectivamente os deputados Arthur Maia (PPS-BA) e Carlos Marun (PMDB-MS). Além dos líderes, participaram da reunião de hoje os ministros da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, além de Padilha.
Edição: Amanda Cieglinski
 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Esses europeus!




Tradição e fantasia se misturam em festas históricas do carnaval europeu
  • 27/02/2017 13h46
  • Bruxelas
Da Radio France Internationale

 Carnaval na Alemanha - Sascha Stfinrach/Agência LusaSascha Stfinrach/Agência Lusa


Carnaval animado não é exclusividade dos países abaixo da linha do Equador. Na Europa, apesar do frio, milhares de turistas e foliões aproveitam as tradições carnavalescas mantidas há séculos e que continuam até hoje.

A origem do carnaval como festa pagã é muito antiga, remonta aos tempos do antigo Egito, passando pela Grécia antiga e pelos romanos. Naquela época, as festas ocorriam no fim do inverno para celebrar o início da primavera e a fecundidade da terra. A informação é da Radio France Internationale.

O chamado carnaval “moderno” nasceu na Europa, era o período em que se podia comer e beber sem limites, nos três dias anteriores à Quaresma, onde só era permitido comer peixe. Foi no século 11 que a Igreja Católica instituiu a Semana Santa e os 40 dias de jejum com abstinência de carne. O nome carnaval vem do latim carnis levale, que significa retirar a carne.

Ao som de tambores e dos sinos que levam na cintura, centenas de Gilles (os mais antigos e principais participantes do carnaval de Binche, no Sul da Bélgica) se preparam para mais um carnaval. Uma tradição reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que remonta ao fim do século 18. A festa começa no domingo, mas o ponto alto do carnaval belga é o cortejo dos famosos personagens chamados Gilles, que ocorre na terça-feira e atrai uma multidão de espectadores.

A bela fantasia vermelha, amarela e preta – cores da bandeira do país, a máscara confeccionada sob medida, o chapéu com enormes penas de avestruz e os tamancos de madeira são preparados durante meses. Apenas homens nascidos ou que moram há mais de cinco anos em Binche são aceitos na confraria. Uma herança passada de pai para filho há gerações. Apesar do frio, a animação pelas ruas é garantida. Com um cesto de laranjas nas mãos, os Gilles desfilam pela cidade e lançam as frutas para o público. Segundo a lenda, quem conseguir pegar as laranjas terá sorte o ano inteiro.

Revoluções carnavalescas
O carnaval de Veneza é um dos espetáculos mais famosos do mundo. Há séculos, mais precisamente em 1296, foi declarado celebração pública pela República Della Sereníssima. Era a única época quando as pessoas podiam se esconder por trás de máscaras, omitindo classes sociais e status, e tinham até a possibilidade de ridicularizar a aristocracia. Com essa “explosão” social, as autoridades conseguiam manter a ordem e o poder o resto do ano. Hoje, milhares de turistas lotam as ruas de Veneza com máscaras e fantasias de pierrôs, colombinas e arlequins – personagens da Commedia Dell’Arte.

No último domingo, o tradicional “vôo do anjo” abriu oficialmente as festividades em Veneza, na Itália. Do alto do célebre campanário na Praça de São Marcos, uma estudante com asas de anjo, suspensa a 80 metros do chão, jogou confete nos foliões e deu início às festividades. Este ano, os organizadores estimam receber 24 milhões de visitantes durante os dez dias de carnaval.

Batalha de flores
A batalha de flores faz parte da tradição do carnaval de Nice, na França. Em gôndolas enfeitadas, milhares de flores são atiradas aos espectadores. São flores produzidas na região: mimosas, gérberas, rosas e margaridas, entre outras. Este ano, os carros alegóricos com arranjos florais vão desfilar por um novo trajeto, evitando uma das avenidas mais famosas da Côte d’Azur, a Promenade des Anglais, onde ocorreu o ataque terrorista em julho do ano passado.

A cidade de Colônia, na Alemanha, tem o carnaval mais animado do país. Os alemães podem não saber sambar, mas nem por isso falta animação nas ruas, bares e bailes da cidade. A festa alemã, regada a muita cerveja, começa cedo: às 11h11 do dia 11 de novembro.

A temporada de carnaval – também chamada de Quinta Estação – só faz uma pausa no Natal e Ano Novo, depois é retomada e segue até a Quarta-Feira de Cinzas. Rosenmontag, a segunda-feira de carnaval, é o dia mais importante quando mais de 1 milhão de pessoas saem às ruas de Colônia - Kölle Alaaf!, que significa Viva Colônia, no dialeto local. Vale lembrar outras festas de carnaval famosas na Europa como a de Notting Hill em Londres, Rijeka na Croácia, Stiges e Tenerife na Espanha, entre outras
Edição: Graça Adjuto