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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Disputas comerciais, perdas globais



China mostra máxima sinceridade e boa vontade mas que acordo de comércio exige esforços conjuntos
2019-05-10 11:37:40portuguese.xinhuanet.com




Beijing, 10 mai (Xinhua) -- O porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng, destacou nesta quinta-feira que o país vem impulsionando as negociações comerciais com os Estados Unidos com grande sinceridade e espera que o lado norte-americano possa se encontrar com a China na metade do caminho e solucionar os problemas existentes de uma maneira racional e pragmática.
"Esperemos que o lado dos EUA possa se encontrar com a China no meio caminho, levar em conta as preocupações essenciais um do outro e adotar uma atitude racional e pragmática para solucionar os problemas existentes", declarou o porta-voz Gao Feng em uma coletiva de imprensa regular.
Antes da 11ª rodada de consultas econômicas e comerciais de alto nível programada para quinta e sexta-feira, os Estados Unidos anunciaram que elevariam de 10% a 25% tarifas sobre US$ 200 bilhões de bens chineses a partir da sexta-feira.
"É a expectativa do mundo inteiro que a China e os Estados Unidos possam solucionar adequadamente os assuntos econômicos e comerciais", disse Gao.
Embora o lado norte-americano ameace elevar tarifas, a equipe chinesa foi para os Estados Unidos como planejado para a nova rodada de consultas, mostrando, com a maior escala, a sinceridade e a boa vontade da China para impulsionar as conversas, acrescentou.
"Esperemos que o lado dos Estados Unidos possa trabalhar com a China para buscar novo progresso nas consultas", disse Gao, acrescentando que o país asiático valoriza sua credibilidade e mantém suas promessas, e isso jamais mudou.
Chegar a um acordo exige esforços conjuntos de ambos os lados, disse Gao, enfatizando que a China espera atingir um acordo mutuamente benéfico com base em igualdade e respeito mútuo.
A China está disposta a fazer trocas sinceras e profundas com o lado dos Estados Unidos sobre as diferenças existentes, assinalou Gao. "A cooperação é sempre a melhor escolha para a China e os Estados Unidos, e a consulta é o caminho certo para solucionar problemas."
Gao lembrou que a posição e a atitude da China em relação ao aumento planejado de tarifas pelos Estados Unidos são consistentes e claras. "Nos opomos a um aumento tarifário unilateral. Não há nenhum vencedor em uma guerra comercial, que é contra os interesses da China, dos Estados Unidos e do mundo."
Se os Estados Unidos colocarem as medidas tarifárias em vigência, a China será forçada a tomar contramedidas necessárias, destacou Gao.
"A China está totalmente preparada, determinada e é capaz de defender seus direitos e interesses legítimos."


sexta-feira, 5 de abril de 2019

Brasil na OCDE


Israel vai apoiar ingresso do Brasil na OCDE, diz Bolsonaro
Presidente destaca a importância e o respeito à comunidade árabe
Publicado em 04/04/2019 - 20:35
Por Agência Brasil Brasília

O presidente Jair Bolsonaro faz transmissão ao vivo ao lado dos ministros de Segurança Institucional (GSI), General Augusto Heleno, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

O presidente Jair Bolsonaro ressaltou hoje (4) que, durante a visita de quatro dias a Israel, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que vai apoiar o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou apoio à entrada do Brasil no grupo.“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu hipotecou total apoio para que o Brasil possa entrar na OCDE”, disse o presidente, que fez transmissão ao vivo nas redes sociais ao lado dos ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e da Justiça, Sergio Moro.
A OCDE é uma organização internacional que engloba 36 países que adotam os princípios da democracia representativa e da economia de mercado. A maioria dos integrantes é formada por países cujas economias têm elevados Produto Interno Bruto (PIB) per capita e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Árabes
Bolsonaro afirmou ainda que o Brasil está aberto ao diálogo e às parcerias com a comunidade árabe. A afirmação ocorre após o anúncio da instalação de um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém. Ele destacou que, no próximo dia 10, a ministra da Agricultura, Pesca e Abastecimento, Tereza Cristina, conversa com embaixadores de países árabes.“Nós queremos negócios com o mundo todo. A comunidade árabe também. Queremos colocar o Brasil em lugar de destaque”, afirmou o presidente. O general Augusto Heleno acrescentou a importância da comunidade árabe no Brasil. “A comunidade árabe é numerosíssima no Brasil. Nós temos uma balança comercial com a comunidade árabe que nos interessa muito que não vai ser afetada. Queremos manter esse relacionamento. O presidente deixou bem claro a qualidade dessa parceria. ”
Cooperação
O presidente destacou as parcerias e acordos assinados durante a viagem a Israel, encerrada ontem (3). Ele ressaltou principalmente as ações que serão desenvolvidas nas áreas de ciência e tecnologia, agricultura e piscicultura. Segundo ele, entre as prioridades está a implantação de tecnologias de dessalinização e geração de água para regiões que sofrem com a falta do produto.
Como exemplo, Bolsonaro citou a cidade de Campina Grande (PB) que desenvolve um projeto de essalinização que quer conhecer. Ele mencionou também que Israel ofereceu 20 máquinas, que se assemelham na aparência aos aparelhos de ar condicionado, para “fazer água”. Segundo o presidente, o maquinário tem baixo consumo de energia e é capaz de produzir água a partir do ar.O general Heleno acrescentou que a política externa deve respeitar as características de cada país e que o Brasil respeita essas singularidades. “Temos restrições a algumas aberrações que existem no mundo”, destacou.
Saiba mais
Edição: Juliana Andrade