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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Reino unido em pressão máximas em hospitais

 Apesar de liderar vacinação, Reino Unido vê pressão máxima em hospitais

Apesar de liderar vacinação, Reino Unido vê pressão máxima em hospitais

O Reino Unido tem batido recordes sucessivos de novos casos e mortes por Covid-19 no último mês, com a expansão de uma nova variante do Sars-Cov-2 mais contagiosa que as anteriores

BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - Embora o Reino Unido tenha sido pioneiro na vacinação contra a Covid-19 e já tenha aplicado o maior número de imunizantes na Europa, o sistema nacional de saúde (NHS) "enfrenta a mais séria batalha de sua história" e pode perder a capacidade de atender emergências nos próximos dias, afirmou neste domingo (10) o chefe dos serviços médicos do país, Chris Whitty.

A declaração foi reforçada pelo secretário (equivalente a ministro) da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, em entrevistas a TVs britânicas. Em comunicado, Whitty afirmou que as condições já eram graves na última segunda (4), quando os quatro chefes médicos do Reino Unido recomendaram elevar para o máximo o nível de alerta nacional. Desde então, porém, a situação deteriorou-se ainda mais.

"Em algumas partes do país, o NHS enfrenta atualmente a situação mais perigosa de que qualquer pessoa possa se lembrar. Se o vírus continuar em sua trajetória atual, muitos hospitais estarão em dificuldades reais, e muito em breve", afirmou Whitty.


O Reino Unido tem batido recordes sucessivos de novos casos e mortes por Covid-19 no último mês, com a expansão de uma nova variante do Sars-Cov-2 mais contagiosa que as anteriores. A variante, que começou a circular no final do ano passado, segundo cientistas, já é predominante no país.

Nas últimas 24 horas, a Inglaterra registrou 59.937 novos casos e 1.035 mortes. Estão internadas quase 30 mil pessoas no país. Em Londres, o número de internados em hospitais é 35% maior que o registrado no pico da primeira onda da pandemia, em abril, o que levou o prefeito da capital inglesa, Sadiq Khan, a declarar "incidente grave" –espécie de estado de emergência.

O primeiro-ministro Boris Johnson decretou confinamento rigoroso na última segunda, mas Khan quer que as restrições sejam apertadas, proibindo, por exemplo, a abertura de igrejas e templos.

Em seu comunicado, o chefe médico inglês alertou que "o tempo que as pessoas esperam pelo atendimento continuará a aumentar para níveis potencialmente inseguros, e os hospitais não terão espaço para receber casos de emergência redirecionados por redes regionais". "A proporção de funcionários de saúde por paciente, que já está esticada, se tornará inaceitável."

Na internet, médicos e enfermeiros relatam situação de desespero nos hospitais ingleses. "Temos vários pacientes que não estão 'aptos' para UTI no clima atual. Antes de Covid, eles provavelmente teriam uma chance, mas não agora. Quando pensamos que esses pacientes já sofreram o suficiente e provavelmente nunca se recuperarão, começamos a conversar sobre como deixá-los confortáveis", descreve Jane Smith (pseudônimo de uma médica do NHS) num desses depoimentos.

Ela conta que, em parte, os hospitais precisam dos leitos de emergência para pacientes com melhores chances, já que as UTIs estão lotadas. "Também sentimos que é cruel manter essas pessoas sofrendo quando suas chances de sobrevivência são mínimas. É difícil descobrir qual dessas é a verdadeira motivação", conta ela.

Ao narrar um de seus dias de plantão, Smith diz que, antes mesmo de chegar ao seu armário, uma enfermeira pede ajuda com um paciente que se recusa a colocar a máscara. "Ele me diz que está cansado de lutar e que quer ficar sozinho." O paciente que ela tenta salvar tem 61 anos e ocupa uma ala com outros cinco homens, com idades entre 30 e 60 e poucos anos.

Em outra sala, conta Smith, ela tenta "descobrir se uma de minhas pacientes não está respondendo às minhas perguntas porque está delirando, não fala inglês ou está deprimida". "Imagino que seja o último; seu prontuário diz que seu marido morreu pouco antes do Ano Novo, de Covid."

Para Smith, um dos momentos mais difíceis do dia é telefonar para os parentes. "Quase nunca tenho boas notícias. 'Seu pai está atualmente com o máximo apoio que podemos oferecer, e não temos certeza se ele vai sobreviver hoje', não há nada de positivo que possa sair dessas palavras. Ouvir pessoas chorarem do outro lado, sabendo que trago notícias do pior dia de suas vidas, é de partir o coração."

Funcionários do NHS "estão dando o seu melhor e trabalhando de forma notável, mas mesmo eles têm limites", afirmou o chefe médico da Inglaterra. Whitty pediu que os cidadãos encontrem "força coletiva" para ficar em casa. "Cada interação desnecessária que você tiver pode ser o elo de uma cadeia de transmissão que tem uma pessoa vulnerável no final."

O governo britânico tenta impor força máxima ao programa de vacinação iniciado em dezembro, para conter o número de hospitalizações e mortes. O Reino Unido já autorizou três vacinas (da Pfizer, de Oxford e da Moderna) e, segundo Hancock, o país está vacinando 200 mil pessoas por dia.

A meta é multiplicar os postos de vacinação, para atingir rapidamente 2 milhões de pessoas imunizadas por semana. De acordo com o ministro, esse é o número dos que já tomaram a primeira dose desde o começo do programa, quando apenas a vacina da Pfizer havia sido aprovada para uso. Os imunizantes estão sendo aplicados hoje em mil consultórios de clínica geral, 223 hospitais e 7 megacentros, e os planos são de chegar a 50 megacentros e incorporar 200 farmácias na rede de imunização.

O governo já prometeu vacinar até meados do próximo mês todos os maiores de 70 anos, profissionais de saúde e os clinicamente vulneráveis (14 milhões de pessoas, ou cerca de um quinto da população).

Neste domingo, Hancock disse esperar que, ainda no primeiro semestre, todos os maiores de 50 anos tenham recebido ao menos a primeira dose; até o final do ano, ela teria chegado a todos os adultos.

Apesar de temores de que as variantes sejam menos suscetíveis aos imunizantes, Peter Horby, presidente do Nervtag, comitê consultivo do governo, afirmou em entrevista a TVs britânicas na manhã deste domingo que os dados disponíveis até agora são "encorajadores" de que os imunizantes serão eficazes.

Na Irlanda, autoridades de saúde também soltaram alertas de que os hospitais estão atingindo o limite de sua capacidade. O número de internações quadruplicou nas últimas duas semanas e, segundo o chefe do Serviço de Saúde, Paul Reid, deve chegar nesta semana ao dobro do pico de 2020.

O médico afirmou, porém, que o país interrompeu apenas os procedimentos eletivos e manteve o atendimento a casos urgentes, câncer e problemas cardíacos.

 

Noticias:https://www.noticiasaominuto.com.br/brasil/1766965/apesar-de-liderar-vacinacao-reino-unido-ve-pressao-maxima-em-hospitais

 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Muitos países da américa do sul suspendem voos ao reino unido .

 


Argentina , Colômbia, Chile e peru suspendem voo com reino unido.

A Argentina, Colômbia, o Chile e Peru decidiram fechar as suas fronteiras aéreas com o Reino Unido devido ao avanço da nova variante do coronavírus, sendo os primeiros países da América Latina a seguir o alerta europeu.

As medidas entram em vigor hoje (21) na Argentina, na Colômbia e no Peru, e na terça-feira (22) no Chile.

"O Governo Nacional decidiu a suspensão preventiva das entradas e das saídas dos voos com a Grã-Bretanha, à raiz da situação epidemiológica que esse país registra, após declarar a aparição de uma nova estirpe de covid-19", anunciou a Presidência da Argentina em nota.

A exceção, esclarece o executivo, é o voo 245 da companhia British Airways, previsto para chegar a Buenos Aires às 09:02 de hoje (12:02 em Lisboa). O voo já estava em pleno processo operacional em Londres quando a decisão argentina foi anunciada, de madrugada.

"Os passageiros e a tripulação deverão cumprir uma quarentena de sete dias, depois de atenderem aos requisitos exigidos para a entrada no país: um exame de PCR negativo e uma cobertura médica contra covid", destaca a nota.

Para a quarentena, o governo argentino montou uma operação especial para controlar a chegada dos passageiros e da tripulação do voo, assim como a deslocação aos lugares onde ficarão isolados.

"O Departamento Nacional de Migrações avisará as jurisdições nas quais passageiros e tripulantes ficarão para o estrito controle do isolamento obrigatório", explica.

A cidade de Buenos Aires, depois de meses em queda de contágios, voltou a registrar um ligeiro aumento que, segundo as autoridades, não significa uma nova curva de contágios.

Para o anúncio de suspensão dos voos da Colômbia com o Reino Unido, o próprio presidente, Iván Duque, falou à população e foi ainda mais abrangente do que a Argentina: qualquer passageiro que tenha estado no Reino Unido e que tenha entrado na Colômbia nos últimos oito dias ficará em isolamento por duas semanas.

"Essas pessoas serão notificadas, a partir da informação migratória que possuímos. Peço-lhes que, ao receberem esta informação, entendam a importância de ficar em isolamento por 14 dias", frisou o presidente, acrescentando que aqueles que tenham estado no Reino Unido até entre nove e 14 dias serão contactados para um seguimento sobre algum sintoma.

"Essas medidas são uma prevenção. Não são para gerar nem pânico nem uma preocupação", insistiu Iván Duque.

O Chile também anunciou a suspensão dos voos diretos, mas a partir desta terça-feira (22). Além disso, qualquer estrangeiro não residente que tenha estado no Reino Unido nas últimas duas semanas será proibido de entrar no país, venha o voo de onde vier.

Aqueles que já entraram no Chile, mas que estiveram no Reino Unido nas últimas duas semanas, serão obrigados a cumprir uma quarentena de 14 dias.

O Chile vivia uma contínua queda de contágios até que um novo aumento de casos foi detectado há duas semanas, quando a região metropolitana de Santiago voltou à quarentena durante os fins de semana.

O Peru também fechou a fronteira aérea com o Reino Unido. "Como medida preventiva, não autorizaremos voos diretos ou com escala no Reino Unido até novo aviso", informou o Ministério dos Transportes e Comunicações.

O Peru tinha restabelecido a chegada de voos originários da Europa em 15 de dezembro, mas nenhum procedente do Reino Unido, sublinhou o governo peruano.

As autoridades britânicas alertaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a descoberta da nova variante do SARS-CoV-2, que é mais facilmente transmissível, embora não haja provas de que seja mais letal ou que possa ter impacto na eficácia das vacinas desenvolvidas.

Os 27 países da União Europeia (UE) reúnem-se hoje (21), ao mais alto nível político, para coordenar respostas à nova variante do SARS-CoV-2 descoberta no Reino Unido, numa reunião de emergência convocada pela presidência alemã do Conselho.

Da reunião deverá resultar uma abordagem coordenada à nova variante do coronavírus que provoca a covid-19, numa altura em que os Estados-membros equacionam medidas como a suspensão de viagens com o Reino Unido ou a introdução da obrigatoriedade de realização de testes para quem chega do país.

Alguns países já anunciaram medidas, entre os quais Portugal, que decretou, a partir de hoje (21), restrições à entrada de passageiros de voos provenientes do Reino Unido, permitindo apenas a entrada de cidadãos nacionais ou legalmente residentes no país.

Outros Estados-membros como Alemanha, Holanda, Bélgica, Itália, Áustria, França e Bulgária adotaram medidas restritivas semelhantes, como a suspensão de viagens aéreas ou ferroviárias.

Noticias:https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2020-12/argentina-colombia-chile-e-peru-suspendem-voos-com-o-reino-unido

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Vitima com doença terminal e mantida refém durante 15 horas

 


Homem mantém doente terminal refém durante 15 horas em apartamento

Um homem manteve refém uma doente em estado terminal durante 15 horas, ameaçando matá-la. Os contornos do caso, que não serão o único crime a que o homem está associado, foram conhecidos na última semana.

Shazad Mahmood colocou uma faca nas costas e na garganta da vítima, enquanto a colocava na linha de frente num apartamento em Quinton, Birmingham, Reino Unido. O homem manteve a mulher refém durante quase 15 horas, provocando um longo cerco policial noturno.

O suspeito entrou na casa da vítima, onde ela estava acompanhada por um amigo. ShazadMahmoodobrigou esse amigo a sair do apartamento, e manteve-se só com a vítima.

No tribunal, a mulher disse ter vivido um momento de "tortura". Já a polícia afirmou que o homem apresentou comportamentos oscilatórios em que se apresentou, primeiro, colaborando com as autoridades e depois mudava para uma atitude mais agressiva.

JáMahmood, de 35 anos, em sua defesa, afirmou que se tratou de um ato desesperado, que serviu como um "grito de socorro" para receber apoio para os seus problemas de saúde mental.

Os pormenores do caso foram conhecidos na última sexta-feira, mas o suspeito não compareceu no tribunal pelo que se adiou a divulgação da sentença para a próxima semana, segundo o jornal Mirror.

Noticias:https://www.noticiasaominuto.com.br/mundo/1760200/homem-mantem-doente-terminal-refem-durante-15-horas-em-apartamento

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Médicos alertam para perda auditiva súbita associada à covid-19

A perda auditiva súbita e permanente, embora rara, pode estar associada à covid-19 em alguns doentes, alertaram médicos na terça-feira, relatando um "primeiro caso" no Reino Unido.


O caso, relatado no jornal científico BMJ Case Reports, pode significar a existência de mais um sintoma causado pelo novo coronavírus, por ser um possível efeito colateral da infeção.


"Apesar da considerável literatura sobre a covid-19 e os vários sintomas associados ao vírus, faltam discussões sobre a relação entre a covid-19 e a audição", lamentam estes especialistas.


Os médicos defendem a triagem para perda auditiva em ambiente hospitalar, incluindo nos cuidados intensivos, onde esta pode ser facilmente perdida, como forma de permitir um tratamento rápido com esteroides e aumentar as probabilidades de recuperação.


Até ao momento, apenas alguns casos associados à covid-19 foram relatados e ainda nenhum tinha sido associado ao Reino Unido.


Os autores da publicação descrevem o caso de um homem de 45 anos, com asma, e que esteve em tratamento à covid-19 no seu hospital.


Devido às dificuldades respiratórios, foi ligado a um ventilador e começou a sofrer melhorias após ter recebido tratamentos como remdesivir, esteroides intravenosos e a troca terapêutica de plasma sanguíneo.


Após uma semana da remoção do tubo respiratório, o paciente notou uma sensação de zumbido anormal na sua orelha esquerda, seguida de uma perda auditiva súbita.


Segundo os exames realizados, os canais auditivos não estavam bloqueados ou inflamados e os seus tímpanos estavam intactos.


Um teste de audição confirmou a perda auditiva na orelha esquerda, que recuperou parcialmente após o tratamento com corticoides.



Após descartadas outras possíveis causas como a gripe, HIV ou artrite reumatoide, os médicos concluíram que a perda auditiva estava associada à covid-19, acrescentam os investigadores.


O SARS-CoV-2, o vírus responsável pela covid-19, liga-se a um determinado tipo de células que revestem os pulmões e foi recentemente encontrado em células semelhantes no ouvido. Este vírus também gera uma reação inflamatória e um aumento de substâncias que têm sido associadas à perda auditiva, explicam os autores.


O primeiro caso de perda auditiva relacionado com o novo coronavírus tinha sido registado em abril, na Tailândia.


A perda auditiva súbita é frequentemente registada por especialistas (otorrinolaringologistas), apontando para números entre os 5 e 160 casos por 100 mil pessoas por ano.


As causas não são claras, mas este défice sensorial pode estar associado, por exemplo, a um vaso sanguíneo bloqueado, mas também a uma infeção viral como o vírus influenza, o vírus do herpes ou citomegalovírus.


A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e oitenta e um mil mortos e mais de 37,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.



Noticia: JN
 


sexta-feira, 17 de julho de 2020

Coronavírus: pandemia leva número recorde de fumantes a largar o cigarro no Reino Unido

Homem fumando

Mais de um milhão de pessoas no Reino Unido largaram o cigarro desde o começo da pandemia de coronavírus, mostra um levantamento feito por uma organização britânica que alerta para os perigos do tabaco.


Quarenta e um por cento dos entrevistados disseram ter largado o cigarro por causa do surgimento da covid-19.

Outro levantamento, esse da University College London (UCL), aponta que o número de pessoas que pararam de fumar desde o começo do ano até o mês passado é o maior já registrado. As pesquisas da UCL são feitas mensalmente desde 2007.

Autoridades alertam que fumantes correm riscos maiores de sofrerem sintomas graves de covid-19.

Entre 15 de abril e 20 e junho, 10 mil pessoas foram entrevistadas sobre seus hábitos de fumo pela empresa de pesquisas YouGov, a pedido da organização britânica Action on Smoking (conhecida como Ash).

A partir dessa amostra, os estatísticos fizeram uma estimativa de quantas pessoas teriam abandonado o cigarro em todo o país.

Os riscos para saúde não são o único fator para muitos largarem o cigarro. Pesquisadores dizem que o isolamento contribuiu para a queda no fumo — com menos eventos sociais e também maior dificuldade em se obter cigarros com o fechamento de muitos estabelecimentos.

Já o estudo da UCL vem ouvindo mil pessoas por mês na Inglaterra sobre seus hábitos de fumo desde 2007.

Neste ano, 7,6% das pessoas que fazem parte do estudo disseram ter largado o cigarro — um número que é quase 30% maior que a média.

"Mais de um milhão de fumantes conseguiram parar de fumar desde que a covid-19 chegou ao Reino Unido mas uma quantidade cinco vezes maior segue fumando", diz a diretora da Ash, Deborah Arnott.

Estima-se que o Reino Unido tinha cerca de 7 milhões de fumantes em 2019.

A entidade está lançando uma campanha contra o tabagismo com dinheiro do Departamento de Saúde voltado para pessoas nas áreas com o maior número de fumantes do país.

Direito de imagem Elliot Nichol Photography Image caption Terrence Craggs foi hospitalizado em janeiro e em mraço, mesmo não tendo diagnóstico de covid-19.

Terrence Craggs, que vive em Newcastle, largou o cigarro depois de passar um tempo no hospital — mesmo tendo diagnóstico negativo para covid-19.

"Eu não conseguia respirar", disse ele à BBC. "Eu ficava ofegante o tempo todo. A pandemia é mais um incentivo para largar os cigarros, apesar de ser mais difícil fazer isso neste momento por causa do estresse."


 

Quais são os riscos?

Dados de um app chamado Zoe Covid Sympton Tracker, que aj

uda a detectar sintomas de covid-19, indicam que fumantes têm probabilidade maior (14%) de desenvolverem três sintomas clássicos da doença, na comparação com não-fumantes: febre, tosse persistente e falta de ar.

O app foi criado por pesquisadores dos hospitais britânicos Guy's and St Thomas' e King's College London, com dados de mais de 2,4 milhões de pessoas.

A análise mostra que fumantes que tiveram

diagnóstico positivo de covid-19 tinham duas vezes mais chances de serem hospitalizados do que os não-fumantes.

Isso corrobora dados dos Estados Unidos, que mostram que fumantes com coronavírus têm 1,8 vez mais chances de morrer.

Mas existe evidência nos dados da Zoe de que fumantes podem ter probabilidade menor do que os não-fumantes de serem diagnosticados com covid-19. Ainda assim, os fumantes que contraíram a doença tiveram sintomas mais graves da doença.

Alguns estudos no mundo sugerem que fumar pode até ter um efeito protetor contra o coronavírus. A pesquisadora Jamie Hartmann-Boyce, do Centro de Medicina Baseado em Evidências da Universidade de Oxford, disse que existe uma razão "biologicamente plausível" para isso: a nicotina pode estar bloqueando os receptores usados pelo vírus para invadir as células.

Mas ela afirma que não há clareza sobre a representatividade clínica dos dados.

"Isso não é consistente em vários estudos e não está claro se os dados destes estudos são confiáveis", ela diz.




Fumar, em vez de usar nicotina de mascar ou em adesivo, é "mortal", ela afirma. Qualquer benefício potencial do cigarro seria muito menor do que os males causados por ele.

A recomendação das autoridades de saúde da Inglaterra é: "Há evidências fortes de que fumar tabaco está geralmente associado a um aumento no risco de se desenvolver infecções respiratórias virais".

"Fumar causa dano aos pulmões e vias respiratórias e prejudica o sistema imune, reduzindo a sua capacidade de lutar contra infecções."