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terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Consulado em Londres orienta brasileiros sobre retorno ao Brasil

 Consulado em Londres orienta brasileiros sobre retorno ao Brasil

Consulado em Londres orienta brasileiros sobre retorno ao Brasil

Após brasileiros reclamarem do descaso do Itamaraty e do governo brasileiro ao ficarem presos na Inglaterra, o Consulado-Geral em Londres passou a receber cidadãos para dar orientações.

Os brasileiros que estão retidos no Reino Unido cujos voos de retorno ao Brasil foram cancelados por causa da suspensão temporária de voos internacionais procedentes ou com passagem por aquele país, determinada pela Portaria 648, de 23 de dezembro, poderão procurar o Consulado-Geral em Londres, que prestará as informações sobre os procedimentos a serem adotados, de acordo com a nota do Ministério das Relações Exteriores (MRE), divulgada nessa segunda-feira (28).

 O consulado ressalta que a portaria interministerial, que suspendeu os voos, em nada restringe o direito dos brasileiros de retornarem ao país e indica a necessidade de apresentação de teste negativo de covid-19 e de declaração de saúde para chegadas ao Brasil a partir desta quarta-feira (30).

Segundo o MRE, a declaração deve também indicar as conexões disponíveis em capitais europeias para o deslocamento do Reino Unido ao Brasil e ressalta também que a representação está atenta aos brasileiros “em situação de vulnerabilidade, aos quais oferece toda a assistência possível”.

 

Noticia: noticiasaominuto


sábado, 6 de junho de 2020

Protestos em Londres: Um momento histórico


Uma imensa multidão preencheu o Hyde Park, em Londres, replicando as muitas manifestações de solidariedade que se estão a suceder em vários pontos doglobo.

Entre apelos ao distanciamento sanitário, as palavras de ordem que ecoam são as mesmas dos Estados Unidos: contra a discriminação racial, contra histórias com o desfecho idêntico ao de George Floyd, a favor do repto Black Lives Matter.

Um dos manifestantes sublinhava que ninguém esquece "o receio de contrair a Covid-19" nestas circunstâncias, mas que "há coisas que têm de mudar. E este é o momento para lutar por isso".

"Um momento histórico", confirmava outra participante no protesto, que salientava ainda que "a pandemia tem roubado a vida a muitos negros" e que, por isso, "o contexto é ainda mais relevante".


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Ouro, ouro puro!

300 bilhões de dólares em ouro estão embaixo de Londres
Números oficiais foram publicados pela primeira vez nesta semana e revelam presença de 596 mil barras de ouro que somam 7.449 toneladas
2 ago 2017, 18h36 - Publicado em 2 ago 2017, 15h58- REVISTA EXAME








 Rainha Elizabeth II inspeciona armazenamento de ouro (WPAPool/Getty Images)

São Paulo – Quem caminha por Londres, no Reino Unido, não pode imaginar que debaixo dos seus pés esteja uma quantidade inimaginável de ouro.

A cidade tem um estoque de exatas 596 mil barras de ouro que somam 7.449 toneladas com valor estimado em US$ 298 bilhões.

O estoque de prata é ainda maior, mas menos valioso: 1.069.255 barras que pesam 32.078 toneladas e somam US$ 19 bilhões.

Os números se referem ao final de março e foram publicados nesta semana pela London Bullion Market Association (LBMA).

É a primeira vez que isso acontece, com a justificativa de dar “transparência” ao setor. Os números serão publicados mensalmente, mas com um atraso de 3 meses. Não estão incluídas jóias, por exemplo.

Cerca de 68% de todo o estoque de ouro da cidade é controlado pelo Bank Of England, o banco central britânico, ainda que não seja de posse direta dele.

O banco age como intermediário para outras partes do governo britânico e para outros governos, além de bancos comerciais e cliente.

O resto do ouro é controlado por 7 atores privados, entre eles bancos como o HSBC e o JP Morgan, que estão cadastrados para participar de transações.

Segundo a LBMA, a capital britânica é o maior centro de comercialização de ouro do mundo, com cerca de US$ 18 bilhões movimentados por dia. A título de comparação, a movimentação diária em Xangai, na China, é de apenas US$ 1 bilhão.

Dependendo da necessidade, ouro pode ser trazido para Londres de lugares próximos como a Suíça, que também tem estoques gigantescos, diz a nota oficial assinada por Joni Teves, estrategista de metais preciosos do banco UBS.

Ficar de olho nesses estoques é interessante porque o ouro costuma ser procurado em momentos de maior risco por ser considerado uma reserva de valor.

A tendência é que sua demanda aumente em momentos de turbulência (o que sobe o preço) e caia durante a calmaria (o que o deixa mais barato).

O valor do ouro disparou entre a crise de 2008 e setembro de 2011, quando atingiu o patamar elevado onde ficou por cerca de um ano.

Entre o final de 2012 e o final de 2015 a trajetória foi de queda, mas no último ano e meio a taxa voltou a subir de patamar, ainda que com muitas flutuações.