Mostrando postagens com marcador racismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador racismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de julho de 2016

Brasil, sociedade do ódio e do racismo



Aluno da UFRJ é encontrado morto dentro do campus do Fundão, Rio
Data: 04/07/2016
Crime de ódio teria causado morte do estudante, segundo amiga. ‘Ele já havia sofrido ameaças’, disse.




Por Cristina Boeckel Do G1
Um aluno da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi encontrado morto na noite deste sábado (2), no Campus do Fundão, na Zona Norte da cidade. De acordo com informações da Delegacia de Homicídios da Capital (DH), Diego Vieira Machado, nascido em Belém (PA), foi encontrado morto às margens da Baía de Guanabara, na Ilha do Fundão. Ele cursava o arquitetura, após ter passado pela faculdade de letras.

A Polícia Militar afirmou que foi chamada na noite de sábado (3) para verificar uma denúncia e encontrou o corpo do jovem. Perícia detalhada foi realizada no local e o trabalho de investigação foi iniciado para apurar de forma detalhada a dinâmica do fato que vitimou o aluno da UFRJ e identificar os envolvidos. Diego morava no alojamento dos estudantes, perto do local onde foi morto.

Pérola Gonçalves, amiga de Diego e aluna da UFRJ, acredita em crime de ódio: “Ele era o meu melhor amigo. A gente se conhecia há menos de um ano, mas nos falávamos toda hora, durante todo o dia. Nós estávamos sempre juntos. Acho que possa ter sido um crime de ódio, homofobia e racismo. Ele era negro e tinha uma sexualidade ampla, se relacionava com homens”.

Segundo a amiga de Diego, ele era alto e forte e foi encontrado com marcas de luta e sem as calças. “Ele sabia se defender e não acredito que tenha sido um crime de uma pessoa só. Ele lutou judô pela UFRJ e treinava kung fu. Ele já havia sofrido ameaças, dentro e fora do alojamento. Já foi zoado por ser nortista. Chamavam ele de Paraíba”, contou Pérola.

Na página do Diretório Central dos Estudantes Mário Prata em uma rede social, alunos reclamavam da falta de policiamento na região e afirmavam que tem medo de caminhar pela área inclusive durante o dia. O DCE se manifestou em uma nota de pesar pelo estudante e pedindo mais segurança no campus.

“Na noite do sábado, dia 2 de julho de 2016, foi encontrado um corpo com sinais de espancamento na Ilha do Fundão. Um corpo de um jovem, negro, LGBT, morador do alojamento e estudante da UFRJ. Este jovem é Diego Vieira Machado, veio do Norte do país para fazer o curso de letras e pretendia pedir transferência para a EBA, trazendo consigo tantos sonhos. É um momento muito duro para todos e todas estudantes da UFRJ. Um de nós se foi. Não podemos deixar de denunciar a falta de segurança, a situação de vulnerabilidade e violações de direitos que os moradores do alojamento estão submetidos diariamente. Precisamos de mais segurança! Segurança para podermos circular no campus sem o medo de ter não apenas nossos pertences furtados, mas nossos corpos e vidas violentadas”, afirma a nota do DCE Mário Prata, seguida por um poema feito por uma amiga de Diego.

A UFRJ também divulgou nota sobre o caso: “Com profundo pesar, comunicamos a morte de Diego Vieira Machado, estudante do curso de letras da UFRJ. A Reitoria se junta aos amigos e familiares do estudante neste momento de dor, e informa que acompanhará de perto as investigações sobre o caso junto às autoridades policiais. A família de Diego, residente no Pará, foi informada pela Reitoria sobre seu falecimento neste sábado, 2 de julho. Oportunamente, serão divulgados o local e horário do sepultamento.

Repercussão
No fim da tarde, o Instituto Rio Sem Homofobia, ligado ao governo do estado, divulgou nota sobre o caso em rede social e informou que vai acompanhar o caso na DH. “Recebemos nesta amanhã, a comunicação de mais um assassinato de um jovem gay, encontrado morto ontem à tarde [sábado, 2] no Campus do Fundão da UFRJ. Segundo informações, trata-se de um aluno cotista, estudante de Belas Artes e natural de Belém do Pará. Os amigos denunciaram para o Programa Rio Sem Homofobia que, dias antes do crime, os estudantes cotistas receberam ameaças de grupos conservadores da universidade. De acordo com a denúncia, as ameaças foram endereçadas a negros e gays. Já encaminhamos as informações para a Polícia Civil”, informou o Instituto em nota.

De acordo com o Instituto, quem tiver mais informações que possam ajudar nas investigações pode entrar em contato com o Disque Cidadania LGBT pelo telefone 0800 0234567.

Já a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, da prefeitura do Rio, informou que se solidariza à família de Diego: “Estamos de luto. É preciso ficar alerta com o aumento dos crimes de ódio contra LGBT nos últimos dias”.

sábado, 29 de agosto de 2015

Pátria amada de sangue, de sangue de inocentes e inercia!

TERRORISMO DE ESTADO
ATAQUES TERRORISTAS NO BRASIL




calafrios no coração do Brasil...pátria de sangue!



O  mundo fica em silencio e permite que a loucura terrorista se alastre pela América do Sul. Logo na maior nação sul americana, o Brasil. Os Estados Unidos quedam-se paralisados, suas agencias de espionagem não se importam com o alastramento do TERRORISMO DE ESTADO no Brasil. Me pergunto o porque desse silencio do mundo sobre o estado de terrorismo que o Brasil sobrevive há décadas.

Talvez por ser TERRORISMO DE ESTADO? Estive conversando em recente com meu dileto amigo Ze Elias  quando ele me alertou desse estado de terrorismo aqui, bem no quintal dos Estados Unidos. Seria porque não os ameaçamos e com sua politica de deixar os seus na tragédia como na Síria, eles não se importam enquanto estivermos comprando suas armas e enviando nossas commodities. Como na Siria ou naquela região do mundo – o oriente médio. Nem ali se mata tanto como no Brasil. E quem mata no Brasil é a policia.  A policia militar e civil, agentes do estado brasileiro, pagos e remunerados para matar, para infringir a lei e estabelecer a ordem do terror.

Uma pátria de páreas, onde um congresso e um senado que representam apenas 1% da população, majoritariamente  brancos e bandidos de colarinho branco, deixam passar toda sorte de crimes hediondos que é praticado contra os marrons – como eles pejorativamente tratam o restante da população, majoritariamente negra.

Merece menção e destaque apenas os crimes acometidos contra a elite branca. Esta é naturalmente impune, dai a surpresa da efetividade da Operação Lava Jato e da Operação Mensalão, quando e onde pessoas brancas, bem nascidas e ricas foram a corte, julgadas e condenadas e cumpriram pena.

É uma nova realidade para o país dos marrons. Todos nos sabemos que o estado brasileiro persegue e mata sua população majoritariamente não branca. Todos no Brasil sabem do terrorismo de estado praticado sem punição há décadas contra sua própria população.

Esse terrorismo de estado  esta vitimando cada vez mais pessoas totalmente inocentes. Todas estas chacinas dos grandes e médios centros urbanos, como Manaus e agora a Grande São Paulo, foram perpetradas por organizações de estado – policias civil e militar. Nem precisa de tanta suspeição e investigação – a publicidade escancarada é a forma de no Brasil, avisar que nada acontecerá.

Estes policiais assassinos tem enorme desprezo pela população, encapsulados que estão com suas armas e a certeza da impunidade. Assinam seus delitos usando armas e munição exclusivas de suas corporações. É assim que eles mandam o recado: esta vendo imprestáveis, somos nós, fomos nos que os estraçalhamos. Chacinas cometidas por policiais são recorrentes e históricas. Igualmente sua historia de impunidade.

Ninguém será preso, assim com o não o foram em Manaus, Uberlândia, Rio. Se morre um deles ou se indispõem com traficantes, quadrilhas, eles fazem o limpa. Como terroristas que são precisam de assinatura e grande publicidade. Para darem o seu recado. Matar com armas e munição privativas é a forma que descaradamente encontraram para assinar seus delitos.

O mundo não pode mais ficar apenas pedindo explicações. É preciso analisar para o mundo e os Estados Unidos ou mesmo a União Europeia se querem um parceiro  que mata sua população, numa escala ainda maior que Bashar al-Assad na Síria, Estado Islâmico no Iraque e impõe um silencio mais covarde ainda que os aiatolás do Irã.

É um terrorismo mais radical e vazio que o dos povos com causa. A causa do terrorismo de estado brasileiro é apenas a discriminação, o preconceito e a impunidade. Compramos armas, treinamentos e pagamentos altos salários aos nossos carrascos. Ao se incorporarem nas forças de repressão do estado brasileiro, eles se tornam intocáveis. Massacrar a população marrom e jovem é um exercício de prazer. Não tem razão histórica alguma, não tem crença ou motivo a não ser VINGANÇA.

Com a redução da maioridade penal agora é que a violência vai prevalecer.

ONU cadê vocês? O que o concerto das nações, União Europeia, Governo Americano podem fazer frente ao  terrorismo do estado brasileiro que pode se espalhar pelo continente e ser a solução para o México e sua guerra contra o narcotráfico ou mesmo a crescente violência das forças policiais americanas. Este terrorismo contagia, tem pensamento, articulação, manuais e teoria. Matar por prazer e por vingança é uma prática que tem seu charme e adrenalina.

Há informações de policiais que ainda hoje afirmam que ficam excitados quando são obrigados a passar a noite dentro de uma gaiola de araras. Se referem a tortura policial do pau de arara, prática ainda comum nas delegacias do Brasil. Temos notícias de  policiais que caçam bandidos ladrões, os matam e enterram dentro de suas próprias casas e depois vangloriam com os objetos tomados, como numa guerra de saque.

Estrategicamente se o pais quiser resolver ou amenizar esta pratica recorrente de terrorismo de estado, a única forma é enfrenta-lo: a cúpula do  governo federal e a cúpula do exercito brasileiro, investigar, prender e punir estes policiais que estão acima da lei – na verdade nem sei bem, porque se é terrorismo e não há punição, os três poderes estão mancomunados. Não há legislação, não há aplicação da lei e não há punição. Somente pressão internacional para mudar e controlar o pior terrorismo do mundo – quando o estado arma e protege seus grupos.


Este é um Brasil que eu não posso amar. Que me causa revolta e me expõe como humano.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014



Posted: 24 Aug 2014 05:41 AM PDT  -  REVISTA RAÇA BRASIL


                           

O debate sobre a questão do elevado número de homicídios, especialmente entre jovens negros no Brasil não pode mais ser adiado. É inadmissível que tortura e execuções sumárias continuem sendo parte das políticas de segurança legitimadas por grande parte dos governos estaduais, muitas vezes com a leniência do governo federal, seja no executivo, legislativo ou judiciário.


Dados alarmantes
A ideia de que somos um povo pacato e calmo tem ocultado dados que contradizem de maneira determinante esse tipo de afirmação. De acordo com o ‘Mapa da Violência 2013: Homicídio e Juventude no Brasil’, publicado recentemente pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), com dados do Subsistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde mostram que entre 1980 e 2011, as mortes não naturais e violentas de jovens – como acidentes, homicídio ou suicídio – cresceram 207,9%.  A violência policial foi mote nas manifestações em todo o país
                  
Se forem considerados só os homicídios, o aumento chega a 326,1%. Do total de 46.920 mortes, na faixa etária de 14 a 25 anos, em 2011, 63,4% tiveram causas violentas (acidentes de trânsito, homicídio ou suicídio). Na década de 1980, o percentual era 30,2%. Entre 1979 a 2009, o SIM estima que tenha havido cerca de um milhão de homicídios no Brasil.Outro dado alarmante: Para cada três homicídios que ocorrem no país, dois são de negros (jovens e adultos). Se tomarmos em consideração somente os jovens, a probabilidade de um jovem negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior em comparação com os brancos. 

A partir de 2002, com diferenças entre as Unidades Federativas do Brasil, a tendência apresentada é de que há queda no número absoluto de homicídios na população branca e um aumento na população negra, segundo o Mapa da Violência. Em 2002, a vitimização de jovens negros era de 71,7%. Em 2010 o índice atingiu 153,9% (ou seja, morrem, proporcionalmente, 153,9% mais jovens negros do que jovens brancos).


A população negra continua sendo o alvo preferencial da violência do Estado
A Marcha em Brasília, percorreu da Praça Zumbi dos Palmares até o Museu da República.
    
Os dados apresentados acima sugerem uma grave situação. Se levarmos em conta números absolutos, os homicídios contra jovens negros no Brasil poderiam ser considerados uma questão humanitária. Vivemos um genocídio silencioso, uma guerra racista contra pobres em um país que teima em afirmar que não existe racismo. Claramente isso não condiz com os números e as pesquisas, de maneira geral, no campo da sociológica da violência. Precisamos nos perguntar se não estamos, na prática, vivenciando uma guerra civil não declarada, um genocídio racial velado. Para além do homicídios, esse sistema perverso e seletivo de controle social tem se expressado também nos altíssimos índices de encarceramento da população negra no país, que não para de crescer, mesmo quando os crimes cometidos sugerem que um número importante deles não deveria estar em regime de prisão fechado.   Mais de 3 mil pessoas caminharam pela Avenida Paulista em São Paulo durante a
    
O combate à criminalidade não pode ser feito com sucesso sem passarmos por grandes mudanças na estrutura socioeconômica da sociedade. É preciso que deixemos os modelos repressores e punitivos e passemos à construção de políticas mais humanas e inclusivas com urgência. A desmilitarização das polícias se faz nesse contexto, uma das pautas centrais do debate público e das eleições que se aproximam. O genocídio de pobres, negros e índios no Brasil tem que parar.
Com o slogan “Reaja ou será morto (a)”, a marcha aconteceu simultaneamente em 19 estados brasileiros e em 15 países, durante todo o dia 22 de Agosto.   Assumindo a tarefa de lutar, resistir e construir um projeto político do ponto de vista do povo negro, sob o tema “a luta transnacional contra o racismo, a diáspora negra contra o genocídio”. Em Belo Horizonte, centenas de pessoa foram às ruas em combate à mortalidade da juventude negra
  
“Sem o fim do racismo a sociedade brasileira não vai ser emancipada”, afirma Katiara, do coletivo Quilombagem, que também abordou a questão da implementação de política públicas de saúde da população negra, outra segurança pública que não tenha práticas da ditadura e o direito de existir com dignidade: “a gente quer trabalhar o mito da democracia racial que foi o principal motivo do surgimento do movimento negro no Brasil, para denunciar que nesse país não existe democracia racial”.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

RACISMO NO BRASIL

OU PORQUE AS LEIS NÃO FUNCIONAM E DESAFIAM O ESTADO

Uma Copa sem racismo. Esse é o objetivo do governo federal para o Mundial com sede no Brasil. Secretarias e governos estaduais têm aderido a campanhas para combater esse crime e conscientizar a população quanto ao respeito às diferenças, aproveitando a chegada da Copa do Mundo da FIFA 2014 e toda a diversidade cultural, racial e religiosa dos turistas e torcedores.
De acordo com a Fifa, durante as quartas de final da Copa do Mundo, as seleções envolvidas nas quatro partidas levantarão faixas com mensagens contra o racismo.
Em fevereiro, a presidenta Dilma Rousseff, em visita ao Vaticano, pediu ao Papa Francisco uma mensagem de paz e contra o preconceito para a Copa. “Pedi um posicionamento quanto à questão da paz e contra o preconceito, especificamente contra o racismo”, afirmou a presidenta.
Para Dilma, o futebol tem o poder de ser uma ação afirmativa na luta contra o preconceito e o racismo, além de disseminar os valores da paz, do entendimento entre os homens e entre as nações.
“Um País tão multicultural, onde todas as raças do mundo são encontradas, abre uma possibilidade para uma ação contra o racismo e a discriminação”, destacou.  
Como uma das iniciativas para conscientizar a população, o Ministério do Esporte vai  relançar, em edição bilíngue, o livro "O Negro no Futebol Brasileiro", publicado originalmente em 1947 pelo jornalista Mário Filho e entronizado como um estudo clássico do esporte no País. Será um reconhecimento da contribuição do negro à formação social brasileira e exaltação à mestiçagem que nos distingue como nação.
Campanha
Copa sem Racismo, esse é o tema da campanha do governo federal lançada em 7 de maio. O governo preparou diversas ações publicitárias para conscientizar a sociedade de que racismo é crime e intolerável. Elas serão vinculadas em sites de notícias e portais dos Ministérios e órgãos públicos. A campanha também traz um movimento nas redes sociais com a hashtag #copasemracismo e vídeos que estão sendo exibidos nos canais abertos de televisões. O objetivo é fazer da Copa no Mundo no Brasil um símbolo mundial contra o racismo.
Racismo é crime
Há 25 anos, o racismo foi definido na Constituição Federal, pela Lei 7.716/89, como um crime inafiançável e imprescritível no País.
Segundo a lei, não pode ter a punição paga com fiança e não tem tempo de validade – e, ainda segundo a Constituição, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
Ou seja, ser impedido de exercer os seus direitos por conta de sua cor, religião, opção sexual, entre outros, se caracteriza como crime e precisa ser denunciado, e o primeiro passo é procurar a delegacia mais próxima e abrir um boletim de ocorrência. Algumas capitais também possuem telefones específicos para isso.
Denúncias por telefone
Em São Paulo, por exemplo, onde ocorrerá  a abertura da Copa do Mundo, vítimas de racismo podem ligar para o SOS Racismo, no telefone 0800-77-33-886.
Já no Rio de Janeiro a denúncia pode ser feita através do email  racismo@sejdic.rj.gov.br ou pelo telefone 21 2334-5587.
No Distrito Federal, foi lançado no ano passado o Disque Racismo, feito pelo número 154 opção 7.
Em Pernambuco, há uma central de denúncias com o número 0800 281 9455. Em Porto Alegre, também cidade-sede do Mundial conta com o 0800-5412333 para receber denúncias do crime.

FIFA destaca Copa de 2014 como "ocasião perfeita" para combater racismo

21/03/2014 16:28
No dia Internacional contra a Discriminação Racial, diretor de força-tarefa criada pela entidade máxima do futebol destaca o papel do Brasil para combater o preconceito
No dia Internacional contra a Discriminação Racial, o diretor da força-tarefa criada pela FIFA para discutir o tema, Jeffrey Webb, enviou uma mensagem na qual destaca que a Copa do Mundo de 2014 será “a ocasião perfeita para reforçar a mensagem de que o futebol é para todos”. Segundo ele, a fase de quartas de final da competição será dedicada ao combate ao racismo.
“Estou convencido de que o Brasil, com a sua sociedade diversificada, será o anfitrião perfeito. Como a presidente Dilma Rousseff mencionou recentemente, esta será a Copa do Mundo contra o racismo e todas as formas de discriminação. O futebol tem o poder de promover a integração e endossar modelos positivos na sociedade. Este esporte tão bonito é cheio de paixão, e a paixão tem o poder de abrir o caminho para transformações profundas”, afirmou na nota.
Escolhido pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, o tema deste ano é destacar o papel que os esportes podem desempenhar no combate ao racismo e à discriminação. “A nossa meta é promover um esporte no qual todos abracem a diversidade e a universalidade em todo o mundo”, comentou Jeffrey Webb.

A força-tarefa da FIFA para combater a discriminação racial foi criada em maio de 2013, após deliberação do congresso da entidade máxima do futebol, que aprovou punições em casos de racismo. Entre elas estão a retirada de pontos, a expulsão de uma competição ou o rebaixamento no caso de reincidentes ou incidentes graves das equipes.